Os medos bobos se instalam...
Quarta-feira, Setembro 30, 2009
Terça-feira, Setembro 29, 2009
Segunda-feira, Julho 21, 2008
Fusca: onde tem um, tem outro.
Vocês já repararam como as coisas ruins da internet sempre voltam??? Esses dias mesmo um professor meu passou o vídeo do Filtro Solar. Aquele mesmo que o Roberto Bial dublou e 'mudou a vida de muita gente'. Mas o pior de tudo são as pessoas que insistem em mandar as mesmas apresentações do powerpoint que já me enviaram no ano passado, no retrasado, no anterior. Esse povo tem memória muito curta!
Graças a Google, o lado cíclico da internet também tem seu lado bom, ou melhor, ótimo. Em 1999, eu era uma caloura em internet e não conseguia ficar muito tempo sem procurar novidades no site da Teoria dos Fuscas, de autoria do Luis Moraes. Segundo a teoria, onde tem um fusca, sempre tem outro, nem que seja muito escondidinho. O autor juntou várias fotos para provar a teoria, e sempre publicava novidades. Infelizmente, em 2003 o site foi tirado do ar, mas agora ele está de volta! Oba!
Aqui, o site: http://www.nonada.flog.br/fuscas/index.php
Inspirada, saí com minha máquina procurando duplas e triplas de fuscas em Pato Branco. Vários, ó:
Esquina das ruas Iguaçu com Goianazes, a primeira dupla do dia.

No posto em frente ao IBGE, um trio! Bem na hora em que estava entrando um fusca amarelo na área da lavagem... dá pra ver ele no cantinho esquerdo superior da foto, passando pelo fusca branco.

Outro trio, estacionado na frente do Pavilhão São Pedro, na rua Tocantis. Essa tem em dois ângulos!
Graças a Google, o lado cíclico da internet também tem seu lado bom, ou melhor, ótimo. Em 1999, eu era uma caloura em internet e não conseguia ficar muito tempo sem procurar novidades no site da Teoria dos Fuscas, de autoria do Luis Moraes. Segundo a teoria, onde tem um fusca, sempre tem outro, nem que seja muito escondidinho. O autor juntou várias fotos para provar a teoria, e sempre publicava novidades. Infelizmente, em 2003 o site foi tirado do ar, mas agora ele está de volta! Oba!
Aqui, o site: http://www.nonada.flog.br/fuscas/index.php
Inspirada, saí com minha máquina procurando duplas e triplas de fuscas em Pato Branco. Vários, ó:
Esquina das ruas Iguaçu com Goianazes, a primeira dupla do dia.

No posto em frente ao IBGE, um trio! Bem na hora em que estava entrando um fusca amarelo na área da lavagem... dá pra ver ele no cantinho esquerdo superior da foto, passando pelo fusca branco.

Outro trio, estacionado na frente do Pavilhão São Pedro, na rua Tocantis. Essa tem em dois ângulos!

Em frente à famosa livraria, banca, café, loja de bugigangas 'Letra', os fuscas mais coloridos da tarde.
Pertinho da minha casa, na volta do trabalho, encontrei um bicolor branco com porta 'dourada' e um vermelhinho. Na frente do Depatran.

Um pouco mais tarde, indo para a academia, aproveitei o congestionamento na esquina da Ibiporã com Tapajós (precisamos de semáforo, autoridades!).
Essa também no caminho para a academia. Atrás do 'shopping' na frente de um boteco. Tem mais um fusca nessa foto, mas está escuro demais pra ver... pena.
Essa foto eu estraguei bastante tentando clarear, mas dá pra ver o fusca branco lá no fundo, né? 
Quinta-feira, Agosto 16, 2007
Mudanças (2a. edição revisada e ampliada)
Minha família não tem sangue cigano... mas somos um pouco nômades. Além de Curitiba, onde eu moro há 6 anos, já morei em Pato Branco (onde eu nasci), em Boa Vista (Roraima!!!), em Erechim e, de novo, em Patópolis.
A primeira mudança de que me lembro foi uma festa. Em 1986, nós estávamos deixando o térreo da casa dos meus avós (era quase um prédio aquela casa, de tão grande) e fomos viver na primeira casa própria que meus pais compraram. Eu tinha 6 anos de idade e o que eu lembro do "dia da mudança": o almoço. Acho que era sábado, mas pode ser que não. Almoçamos na entrada da casa, entre os móveis que ainda não estavam devidamente aconchegados no interior da casa recém-pintada. Frango assado, comido com as mãos, porque os talheres estavam perdidos sei-lá-onde. Uma festa. Lembro ainda que encontrei no quartinho da garagem uma pequena bola de plástico verde e branca (provavelmente de alguma criança coxa branca, mas acho difícil, Patópolis é gaucha, o povo lá só pára se for Grenal).
Eu adorava aquela casa. Ela fica na mesma rua onde meus pais moram hoje, vejam vocês. Eu tinha um quarto só meu, nós tinhamos o "quarto da bagunça", a sala de som e cortininha franzida na cozinha. Meu aniversário de 7 anos foi nessa casa, e a festa foi muito legal. Uma vez, arrumei uma briga com a molecada do bairro, e eles vieram fazer as pazes cantando uma música da Xuxa e fazendo coreografia. Foi a única serenata da minha vida.
Mas no mesmo ano meus avós foram para Roraima, e nós voltamos a morar na casa deles, desta vez no andar superior. Eu adorava aquela casa também. A rua era tranqüila, eu vivia correndo com os vizinhos. Cada dia nos reuníamos na casa de um de nós, quando não ficávamos brincando pela rua, mesmo. O quintal era enorme, e totalmente tomado pela horta e pelo pomar. Cenouras e salsinhas conviviam em paz com caquis e ameixas de inverno, mas acho que não gostavam muito da turminha bagunceira que pisava nos canteiros e subia nas árvores, para brincar de "apartamento" nos galhos da ameixeira. A escadaria tinha degraus largos que viraram quartos de dormir quando brincavámos de casinha. E a despensa era uma ótima sala de aula.
Então, em 1990, seguimos meus avós para Boa Vista. Lembro bem da viagem, 17 dias de carro, um Voyage branco: boiada no Mato Grosso, calor insuportável provocando insônia em Rondônia, a viagem de barco Porto Velho-Manaus que durou cinco dias e a má impressão que nos causaram os restaurantes de Manaus. Eu também gostava muito da minha casa em Boa Vista, principalmente do quintal. Oito coqueiros, pés de cupuaçu, graviola, jaca... Foi nesse quintal que eu aprendi a andar de bicicleta. Outra diversão era quando minha mãe esvaziava a piscina de plástico e toda aquela água escorria pelo terreno arenoso formando vários rios, ilhas e igarapés.
A volta para o sul, no fim do ano, foi em grande estilo: de avião. Minha avó, minhas irmãs e eu. Adorei meus companheiros de viagem. Um senhor grisalho, indo de Brasília até São Paulo, onde seguiria para o nordeste a fim de visitar uma filha. Um casal indo de São Paulo a Curitiba, que entrou no avião sem se conhecer e saiu abraçadinho. Amores modernos. Nossas malas foram extraviadas, e tive de vestir roupas das tias durante um mês.
Então eu estava morando em Erechim. A casa era ótima, porque era mais alta que o terreno, e brincávamos de casinha embaixo dela. A horta também era ótima, eu jogava "volei" com os vizinhos (um... dois... corta!!) e o bairro tinha uma pracinha enorme, supertranqüila. Voltamos para Pato Branco, e morei lá até março de 1998, quando aconteceu a minha primeira mudança como ser humano independente, auto-sustentável física e psicologicamente (porque em termos financeiros...)
Passei no vestibular e vim morar em Curitiba.
Muita coisa aconteceu. Mais coisas, provavelmente, do que em todo o resto da minha vida. Colegas de faculdade, festas da faculdade, estágios, trabalhos temporários, namorados "sérios", amores platônicos, uma loucura, mudança constante. Pensei que tudo tinha se arranjado em novembro do ano passado, quando fui contratada (meu primeiro registro na carteira!!!) para trabalhar na biblioteca das Faculdades Curitiba. Algum tempo de estabilidade, pensei. Agora vou comprar o meu sofá. Mas que nada. Seis meses depois, tamos aí, na loucura, na mudança constante outra vez...
-----------------------------------
E agora: novos capítulos!!!
Seis meses de desemprego na grande metrópole podem causar grandes estragos: depressão, boemia, más companhias, desânimo, assaltos, empresas fictícias, salários pagos em escambo (um aparelho celular usado...), maus 'namorados', poucos amigos. Enfim! Fui convocada em reunião de família para retornar imediatamente ao casulo protetor: a casa dos pais. Nova mudança.
Vida nova. Menos festa e mais equilíbrio. O contato com a civilização eram 4 ou 5 horas de Messenger com todos os vizinhos, colegas de trabalho, de faculdade, ex-casos e demais conviventes que pudessem me trazer novidades da cidade grande. Sede de notícias sobre bares, cervejas, bandas, rock'n'roll. Foi uma época difícil, a desintoxicação. O primeiro emprego da nova vida foi meu pai quem conseguiu. Assistente de diagramação no Diário do Sudoeste, que então se chamava Diário do Povo. Era legal, a gente podia ficar boas horas de papo no Messenger (ainda não existia Google Talk!) e eu sempre publicava na Quitanda. Alguns dos meus melhores textos são desta época, eu acho. Em fevereiro, voltei para Curitiba no Psychocarnival, e foi minha última experiência-libertária-boêmia-solteira-lazer-putaria-diversão. E então. Rodrigo.
Eu já conhecia o Rodrigo há muito tempo. Uns 22 anos, pelas contas da minha mãe. O pai dele sempre foi cliente da loja de aquários do meu pai, e o Rodrigo continuou sendo cliente depois que os pais dele se separaram. E nosso encontro deu tão certo que depois de quase dois anos outra mudança, dessa vez juntos: casamos!
Eu adoro o nosso apartamento. O aluguel é um pouco caro e no inverno ele é frio porque não bate sol. Mas é enorme para um apartamento de dois quartos. Tem uma sala grande, uma sacada legal, onde o Rodrigo gosta de fumar. De noite, olhar da sala na direção da sacada me faz sentir num quadro do Magritte. Um dia eu vou conseguir pintar essa imagem: a sacada é curta, recuada do prédio. As paredes do meu apartamento e do vizinho são mais compridas que a sacada propriamente dita, o que forma uma espécie de desfiladeiro de desenho animado. A mureta da sacada tem a altura exata para deixar o espaço vazio do tamanho de um quadrado. O resultado é que parece que você está dentro de uma caixa, olhando para fora. E tudo isso é pintado de laranja forte. Quando está anoitecendo, o azul do céu fica escuro (o céu de Pato Branco é uma das coisas mais lindas que existe) e forma um contraste perfeito, meio alucinógeno. Tem dias que eu vejo os caras do quadro "Golconda" caindo do céu, passando pelo meu quadrado azul cercado de laranja. Às vezes, é só o quadrado em si, e o laranja, e as sombras. Mas dá pra por de um tudo ali: Godzila, canivetes, lâmpadas, isto-não-é-um-cachimbo, estrelas, sol, chuva. Já imaginei uma exposição inteira.
Outras coisas ótimas do apartamento. A área de serviço é grande, a cozinha é aconchegante, o novo sofá é uma delícia, a estante é linda e está cheia de livros que eu adoro. A cama (a cama!) é tamanho king, o colchão de mola é do outro mundo. E ainda tem um computador (sem internet) para eu ler um ou outro livrinho de vez em quando, e para o Rodrigo jogar Age of Empires. Minha cozinha é branca com verde e tem um lindo pingüim em cima (claro!) da geladeira. Do lado do sofá a mesa de canto apóia minha bolsa e os livros do momento. Entre o box e a pia do banheiro tem uma meia-parede, que não chega ao teto. E eu a uso como estante, para guardar meu gel de limpeza facial: assim eu posso usar de noite, durante o banho e também de manhã, antes do creme Renew "para depois dos 25 anos". E tudo isso a cinco minutos do meu novo emprego!
Aliás, a segunda maior mudança de todas. Afinal, estado civil é mais marcante do qualquer emprego. O IBGE, o Censo e suas loucuras. Mas isso é assunto para outro post...
A primeira mudança de que me lembro foi uma festa. Em 1986, nós estávamos deixando o térreo da casa dos meus avós (era quase um prédio aquela casa, de tão grande) e fomos viver na primeira casa própria que meus pais compraram. Eu tinha 6 anos de idade e o que eu lembro do "dia da mudança": o almoço. Acho que era sábado, mas pode ser que não. Almoçamos na entrada da casa, entre os móveis que ainda não estavam devidamente aconchegados no interior da casa recém-pintada. Frango assado, comido com as mãos, porque os talheres estavam perdidos sei-lá-onde. Uma festa. Lembro ainda que encontrei no quartinho da garagem uma pequena bola de plástico verde e branca (provavelmente de alguma criança coxa branca, mas acho difícil, Patópolis é gaucha, o povo lá só pára se for Grenal).
Eu adorava aquela casa. Ela fica na mesma rua onde meus pais moram hoje, vejam vocês. Eu tinha um quarto só meu, nós tinhamos o "quarto da bagunça", a sala de som e cortininha franzida na cozinha. Meu aniversário de 7 anos foi nessa casa, e a festa foi muito legal. Uma vez, arrumei uma briga com a molecada do bairro, e eles vieram fazer as pazes cantando uma música da Xuxa e fazendo coreografia. Foi a única serenata da minha vida.
Mas no mesmo ano meus avós foram para Roraima, e nós voltamos a morar na casa deles, desta vez no andar superior. Eu adorava aquela casa também. A rua era tranqüila, eu vivia correndo com os vizinhos. Cada dia nos reuníamos na casa de um de nós, quando não ficávamos brincando pela rua, mesmo. O quintal era enorme, e totalmente tomado pela horta e pelo pomar. Cenouras e salsinhas conviviam em paz com caquis e ameixas de inverno, mas acho que não gostavam muito da turminha bagunceira que pisava nos canteiros e subia nas árvores, para brincar de "apartamento" nos galhos da ameixeira. A escadaria tinha degraus largos que viraram quartos de dormir quando brincavámos de casinha. E a despensa era uma ótima sala de aula.
Então, em 1990, seguimos meus avós para Boa Vista. Lembro bem da viagem, 17 dias de carro, um Voyage branco: boiada no Mato Grosso, calor insuportável provocando insônia em Rondônia, a viagem de barco Porto Velho-Manaus que durou cinco dias e a má impressão que nos causaram os restaurantes de Manaus. Eu também gostava muito da minha casa em Boa Vista, principalmente do quintal. Oito coqueiros, pés de cupuaçu, graviola, jaca... Foi nesse quintal que eu aprendi a andar de bicicleta. Outra diversão era quando minha mãe esvaziava a piscina de plástico e toda aquela água escorria pelo terreno arenoso formando vários rios, ilhas e igarapés.
A volta para o sul, no fim do ano, foi em grande estilo: de avião. Minha avó, minhas irmãs e eu. Adorei meus companheiros de viagem. Um senhor grisalho, indo de Brasília até São Paulo, onde seguiria para o nordeste a fim de visitar uma filha. Um casal indo de São Paulo a Curitiba, que entrou no avião sem se conhecer e saiu abraçadinho. Amores modernos. Nossas malas foram extraviadas, e tive de vestir roupas das tias durante um mês.
Então eu estava morando em Erechim. A casa era ótima, porque era mais alta que o terreno, e brincávamos de casinha embaixo dela. A horta também era ótima, eu jogava "volei" com os vizinhos (um... dois... corta!!) e o bairro tinha uma pracinha enorme, supertranqüila. Voltamos para Pato Branco, e morei lá até março de 1998, quando aconteceu a minha primeira mudança como ser humano independente, auto-sustentável física e psicologicamente (porque em termos financeiros...)
Passei no vestibular e vim morar em Curitiba.
Muita coisa aconteceu. Mais coisas, provavelmente, do que em todo o resto da minha vida. Colegas de faculdade, festas da faculdade, estágios, trabalhos temporários, namorados "sérios", amores platônicos, uma loucura, mudança constante. Pensei que tudo tinha se arranjado em novembro do ano passado, quando fui contratada (meu primeiro registro na carteira!!!) para trabalhar na biblioteca das Faculdades Curitiba. Algum tempo de estabilidade, pensei. Agora vou comprar o meu sofá. Mas que nada. Seis meses depois, tamos aí, na loucura, na mudança constante outra vez...
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E agora: novos capítulos!!!
Seis meses de desemprego na grande metrópole podem causar grandes estragos: depressão, boemia, más companhias, desânimo, assaltos, empresas fictícias, salários pagos em escambo (um aparelho celular usado...), maus 'namorados', poucos amigos. Enfim! Fui convocada em reunião de família para retornar imediatamente ao casulo protetor: a casa dos pais. Nova mudança.
Vida nova. Menos festa e mais equilíbrio. O contato com a civilização eram 4 ou 5 horas de Messenger com todos os vizinhos, colegas de trabalho, de faculdade, ex-casos e demais conviventes que pudessem me trazer novidades da cidade grande. Sede de notícias sobre bares, cervejas, bandas, rock'n'roll. Foi uma época difícil, a desintoxicação. O primeiro emprego da nova vida foi meu pai quem conseguiu. Assistente de diagramação no Diário do Sudoeste, que então se chamava Diário do Povo. Era legal, a gente podia ficar boas horas de papo no Messenger (ainda não existia Google Talk!) e eu sempre publicava na Quitanda. Alguns dos meus melhores textos são desta época, eu acho. Em fevereiro, voltei para Curitiba no Psychocarnival, e foi minha última experiência-libertária-boêmia-solteira-lazer-putaria-diversão. E então. Rodrigo.
Eu já conhecia o Rodrigo há muito tempo. Uns 22 anos, pelas contas da minha mãe. O pai dele sempre foi cliente da loja de aquários do meu pai, e o Rodrigo continuou sendo cliente depois que os pais dele se separaram. E nosso encontro deu tão certo que depois de quase dois anos outra mudança, dessa vez juntos: casamos!
Eu adoro o nosso apartamento. O aluguel é um pouco caro e no inverno ele é frio porque não bate sol. Mas é enorme para um apartamento de dois quartos. Tem uma sala grande, uma sacada legal, onde o Rodrigo gosta de fumar. De noite, olhar da sala na direção da sacada me faz sentir num quadro do Magritte. Um dia eu vou conseguir pintar essa imagem: a sacada é curta, recuada do prédio. As paredes do meu apartamento e do vizinho são mais compridas que a sacada propriamente dita, o que forma uma espécie de desfiladeiro de desenho animado. A mureta da sacada tem a altura exata para deixar o espaço vazio do tamanho de um quadrado. O resultado é que parece que você está dentro de uma caixa, olhando para fora. E tudo isso é pintado de laranja forte. Quando está anoitecendo, o azul do céu fica escuro (o céu de Pato Branco é uma das coisas mais lindas que existe) e forma um contraste perfeito, meio alucinógeno. Tem dias que eu vejo os caras do quadro "Golconda" caindo do céu, passando pelo meu quadrado azul cercado de laranja. Às vezes, é só o quadrado em si, e o laranja, e as sombras. Mas dá pra por de um tudo ali: Godzila, canivetes, lâmpadas, isto-não-é-um-cachimbo, estrelas, sol, chuva. Já imaginei uma exposição inteira.
Outras coisas ótimas do apartamento. A área de serviço é grande, a cozinha é aconchegante, o novo sofá é uma delícia, a estante é linda e está cheia de livros que eu adoro. A cama (a cama!) é tamanho king, o colchão de mola é do outro mundo. E ainda tem um computador (sem internet) para eu ler um ou outro livrinho de vez em quando, e para o Rodrigo jogar Age of Empires. Minha cozinha é branca com verde e tem um lindo pingüim em cima (claro!) da geladeira. Do lado do sofá a mesa de canto apóia minha bolsa e os livros do momento. Entre o box e a pia do banheiro tem uma meia-parede, que não chega ao teto. E eu a uso como estante, para guardar meu gel de limpeza facial: assim eu posso usar de noite, durante o banho e também de manhã, antes do creme Renew "para depois dos 25 anos". E tudo isso a cinco minutos do meu novo emprego!
Aliás, a segunda maior mudança de todas. Afinal, estado civil é mais marcante do qualquer emprego. O IBGE, o Censo e suas loucuras. Mas isso é assunto para outro post...
Sexta-feira, Maio 11, 2007
Os três porquinhos
O primeiro era de lata. Na verdade não era bem um porquinho, mas tinha um porquinho na janela: era uma casinha. Comprei em 1998 e só guardava moedinhas de um centavo. Estava bem pesado quando foi embora... foi assim:
- Bom dia moça, nós somos a (insira o nome da instituição aqui) e estamos fazendo uma campanha de donativos. A senhora doa qualquer quantia e ganha dois pães de fruta.
- Desculpa moço, não tenho dinheiro nenhum.
- Tudo bem senhorita, então fique com os pães assim mesmo e obrigada pela atenção.
- Mas aí também é injusto! Espera um pouco. (...) Toma aqui o cofrinho. Deve ter uns quatro reais de moedinhas aí...
O segundo veio da Paraíba, um presente da Melody, acho que em 2001. Era feito de uma argila diferente, misturada com areia da praia, mais clara... o formato também era divertido, tinha um focinho enorme. Também esta bem pesado quando, infelizmente...
- Sharon, a febre aumentou para 40 graus. - Minha irmã Sheylli que morava comigo na época, com mais uma de suas doenças pós-festival-de-teatro-de-curitiba.
- Bom, então vamos para o hospital... você tem dinheiro para o táxi?
- Não... ai... ai...
- Nem eu... teremos... que... sacrificar... o porquinho!
- Ah não, o porquinho não!
- Ah sim! Pega um martelo!
Enrolamos o coitadinho numa toalha e Pof! Tunc! Catapow! Só sobrou o focinho por inteiro...
O terceito felizmente ainda está firme e forte, enfeitando a nossa estante nova... ele veio do Maranhão, presente da Sheylli, uma homenagem ao herói sacrificado honrosamente para salvar a saúde dela. Um lindo porquinho de cerâmica. Espero que esse, como na outra história, fique inteiro para sempre!
- Bom dia moça, nós somos a (insira o nome da instituição aqui) e estamos fazendo uma campanha de donativos. A senhora doa qualquer quantia e ganha dois pães de fruta.
- Desculpa moço, não tenho dinheiro nenhum.
- Tudo bem senhorita, então fique com os pães assim mesmo e obrigada pela atenção.
- Mas aí também é injusto! Espera um pouco. (...) Toma aqui o cofrinho. Deve ter uns quatro reais de moedinhas aí...
O segundo veio da Paraíba, um presente da Melody, acho que em 2001. Era feito de uma argila diferente, misturada com areia da praia, mais clara... o formato também era divertido, tinha um focinho enorme. Também esta bem pesado quando, infelizmente...
- Sharon, a febre aumentou para 40 graus. - Minha irmã Sheylli que morava comigo na época, com mais uma de suas doenças pós-festival-de-teatro-de-curitiba.
- Bom, então vamos para o hospital... você tem dinheiro para o táxi?
- Não... ai... ai...
- Nem eu... teremos... que... sacrificar... o porquinho!
- Ah não, o porquinho não!
- Ah sim! Pega um martelo!
Enrolamos o coitadinho numa toalha e Pof! Tunc! Catapow! Só sobrou o focinho por inteiro...
O terceito felizmente ainda está firme e forte, enfeitando a nossa estante nova... ele veio do Maranhão, presente da Sheylli, uma homenagem ao herói sacrificado honrosamente para salvar a saúde dela. Um lindo porquinho de cerâmica. Espero que esse, como na outra história, fique inteiro para sempre!
Quinta-feira, Maio 10, 2007
Frio + Marido + Coberta = Dane-se faculdade!
E o inverno chegou!
Uma delícia... Dormir embaixo de 15 quilos de cobertores... Nariz gelado... Solzinho esquentando os pés...
Uma delícia... Dormir embaixo de 15 quilos de cobertores... Nariz gelado... Solzinho esquentando os pés...
Quarta-feira, Maio 02, 2007
Sinceramente...
A perda de tempo que os outros nos impõem!
Veja se isso é trabalho de graduação que se preze: procurar VINTE erros de interface (do tipo cores berrantes, pouco contraste ou erro de português). E não pode ser site!
Vocês lembram dos trabalhinhos "recorte figuras de mulheres trabalhando"?
Bah! Eu me recuso terminantemente a perder meu tempo com tal idiotice.
Veja se isso é trabalho de graduação que se preze: procurar VINTE erros de interface (do tipo cores berrantes, pouco contraste ou erro de português). E não pode ser site!
Vocês lembram dos trabalhinhos "recorte figuras de mulheres trabalhando"?
Bah! Eu me recuso terminantemente a perder meu tempo com tal idiotice.
Quarta-feira, Abril 25, 2007
Eu não julgo, eu só conto a história.
"Então eu estava cansado de namorar modelinhos. E resolvi que eu queria uma coisa séria, resolvi casar. Eu pensei nas meninas que eu conhecia e escolhi a minha esposa. Eu já tinha trabalhado com o pai dela, então fui lá falar com ele. Depois da conversa ele disse 'ah, está bem, você é um rapaz bem adequado para minha filha' eu fui lá e chamei ela para namorar."
Terça-feira, Dezembro 05, 2006
Idéias para novos blogs
Sobre compras, já está funcionando: A gula
Sobre política, economia e mídia: Pensei e cansei
Sobre a industria cultural em Patópolis: Chá de cogumelo
Sobre política, economia e mídia: Pensei e cansei
Sobre a industria cultural em Patópolis: Chá de cogumelo
Novo link aí do lado
Meu primo vai passar 6 meses nos EUA (traidor!) e resolveu fazer um blog para contar o que acontece por lá.
Se vocês clicarem aí do lado no link "Meu primo..." vão perceber imediatamente que somos da mesma família. A genética, essa surpresa.
Se vocês clicarem aí do lado no link "Meu primo..." vão perceber imediatamente que somos da mesma família. A genética, essa surpresa.
Quinta-feira, Novembro 23, 2006
Republicando...
Os melhores posts de 2005 e 2006, na minha opinião. Os que eu tentei deixar engraçados e os que ficaram bonitinhos. O resto era muito datado ou não tinha graça nem conteúdo.
E, pra começar, as fotos campeãs de 2005:
1 - Chamadora de visitas: foto de Pato Branco

2 - A incrível Alana devoradora de pratos (modelo cedida por Melody C. Oliveira)
E, pra começar, as fotos campeãs de 2005:
1 - Chamadora de visitas: foto de Pato Branco

2 - A incrível Alana devoradora de pratos (modelo cedida por Melody C. Oliveira)
Cuidado meninos! Um olho no xixi e outro nas costas!
Jovem é morto ao urinar em muro de residência
As polícias Civil e Militar de Toledo encontraram no bairro Jardim América, na madrugada de domingo, o corpo de Odair José Machado de Oliveira, 19, que estava em uma calçada, ao lado de uma lanchonete. Segundo o que foi apurado por policiais militares que conversaram com algumas testemunhas, teria ocorrido uma confusão ao lado da lanchonete e, em seguida, tiros foram disparados. Odair José de Oliveira foi atingido duas vezes e morreu na hora. Os policiais constataram que um tiro atingiu o pescoço e outro a cabeça da vítima.
A coleta de informações sobre a causa do homicídio, bem como a autoria do mesmo, levou a polícia a descobrir que o principal suspeito reside na casa ao lado à lanchonete. Devido ao elevado número de freqüentadores e música ao vivo durante os finais de semana, o vizinho teria se sentido prejudicado em razão da baderna.
Na madrugada de ontem ele percebeu que um cliente da lanchonete estava urinando no muro da sua residência e resolveu repreender o rapaz. Houve uma discussão e, segundo populares a vítima tentou agredir o proprietário da casa. O acusado adentrou a residência e logo depois saiu empunhando um revólver. Após efetuar os tiros ele fugiu e até o final da tarde de ontem não havia sido localizado pela polícia.
fonte: Edição do dia 01 de fevereiro do Diário do Povo
As polícias Civil e Militar de Toledo encontraram no bairro Jardim América, na madrugada de domingo, o corpo de Odair José Machado de Oliveira, 19, que estava em uma calçada, ao lado de uma lanchonete. Segundo o que foi apurado por policiais militares que conversaram com algumas testemunhas, teria ocorrido uma confusão ao lado da lanchonete e, em seguida, tiros foram disparados. Odair José de Oliveira foi atingido duas vezes e morreu na hora. Os policiais constataram que um tiro atingiu o pescoço e outro a cabeça da vítima.
A coleta de informações sobre a causa do homicídio, bem como a autoria do mesmo, levou a polícia a descobrir que o principal suspeito reside na casa ao lado à lanchonete. Devido ao elevado número de freqüentadores e música ao vivo durante os finais de semana, o vizinho teria se sentido prejudicado em razão da baderna.
Na madrugada de ontem ele percebeu que um cliente da lanchonete estava urinando no muro da sua residência e resolveu repreender o rapaz. Houve uma discussão e, segundo populares a vítima tentou agredir o proprietário da casa. O acusado adentrou a residência e logo depois saiu empunhando um revólver. Após efetuar os tiros ele fugiu e até o final da tarde de ontem não havia sido localizado pela polícia.
fonte: Edição do dia 01 de fevereiro do Diário do Povo
Até Pato Branco ficou sem graça depois dessas...
Diário de Guarapuava, 24 de fevereiro de 2005:
PF destrói 30 mil frascos de lança-perfume
A Polícia Federal (PF) destruiu ontem cerca de 30 mil frascos de lança-perfume, apreendidos em duas operações realizadas em dezembro do ano passado e janeiro. No final houve explosão. Equipes do Corpo de Bombeiros que estavam no local para evitar acidentes agiram rápido e ninguém saiu ferido.
A destruição dos frascos, triturados por rolo compressor, espalhou o forte cheiro do produto, incomodando os presentes e afetando alunos de uma escola próximo ao local onde houve a destruição. Alguns passaram mal e foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros. As aulas foram canceladas no período da tarde.
O ato foi presenciado por lideraças políticas e policiais. Os mais velhos lembravam que no passado o lança-perfume não era considerado droga e era utilizado para brincadeiras no carnaval.
O agente federal Víctor Bond disse ter sido a maior destruição de lança-perfume já ocorrida no Brasil. ¿Foram duas apreensões recordes em menos de um mês¿. Segundo ele, ano passado a PF de Guarapuava, que atua em 77 municípios e 120 quilômetros com a fronteira da Argentina, apreendeu cerca de 38 mil frascos, quase metade do total de apreensões no país - 79 mil.
Ele explicou que a PF pediu autorização judicial para a destruição dos frascos por causa dos riscos de explosões. A droga estava guardada nos depósitos da delegacia. ¿O Cloreto de Etila é altamente inflamável e poderia ocasionar incêndios¿, afirmou, sem saber que, pouco depois, o receio se concretizaria.
Diário de Guarapuava, 25 de fevereiro de 2005:
PF vai apurar causas do incêndio
Corpo de Bombeiros diz que destruição dos 30 mil frascos de lança-perfume, que terminou em explosão, deveria ter sido em local afastado
O delegado da Polícia Federal (PF) José Alberto Iegas afirmou ontem ao Diário, que a explosão ocorrida durante a destruição de 30 mil frascos de lança-perfume, na quarta-feira, foi um acidente sem grandes danos ¿ físicos e materiais ¿ e informou que a policia está investigando o que ocasionou o fato. ¿Estamos apurando o que aconteceu¿.
Iegas criticou setores da imprensa de Guarapuava que, segundo ele, estão tratando o assunto com ¿sensacionalismo¿. ¿Querem manchar a imagem da PF de Guarapuava. A troco de quê?¿, questionou.
Ele afirmou ter tomado todas as precauções necessárias para evitar qualquer acidente. ¿Chamamos o Corpo de Bombeiros, Guaratran, isolamos o local e distribuímos máscaras para quem estava assistindo (para proteção contra o forte cheiro do lança perfume). Havia até representante da Vigilância Sanitária¿.
Ele informou que os maiores prejuízos materiais foram os pneus do rolo compressor da Surg ¿ utilizado para a destruição dos frascos ¿, que foi queimado. ¿Vamos doar outros pneus à Surg para recompor as perdas¿. Ele lembrou que nem mesmo a fiação elétrica foi atingida.
Iegas também comentou sobre os alunos de uma escola municipal próxima ao local do fato, a rua Capitão Arcílio Pereira, ao lado da delegacia da PF, que passaram mal com o mau cheiro. ¿Eles foram atendidos na hora. Duas crianças chegaram a ser levadas no período da tarde para hospital, mas nenhuma delas faltou à aula hoje (ontem)¿. O delegado disse ter entrado em contato com a mãe de um dos alunos que passou mal e se colocou à disposição para qualquer problema.
A diretora do colégio, Dagmar Ingrid Marcondes, contou que algumas crianças se queixaram de garganta ressecada, dificuldades respiratórias e apresentaram reações alérgicas. Havia cerca de 400 crianças quando houve o incidente. Elas tiveram de ser retiradas das salas de aula e levadas para o pátio. ¿Houve um certo tumulto e algumas crianças choraram¿.Dagmar contou que alguns pais ficaram assustados ao ver a rua bloqueada, a presença do Corpo de Bombeiros e as crianças chorando no pátio. ¿Alguns reclamaram¿.Apesar disso, a diretora não atacou a PF. ¿Eles não esperavam que isso fosse acontecer. Foi uma infelicidade¿. Mas ela questionou o local escolhido para a destruição.
O comandante do Corpo de Bombeiros, capitão Júlio César de Góes, também afirmou que o local utilizado não foi adequado. Ele disse que os bombeiros não foram consultados sobre a escolha do local. ¿Apenas nos solicitaram apoio no final da tarde de terça-feira¿. Segundo Góes uma área afastada deveria ter sido escolhida.
O delegado da PF explicou que o local foi escolhido justamente pela segurança, por ser ao lado da delegacia. ¿Ninguém queria que isso acontecesse¿.
PF destrói 30 mil frascos de lança-perfume
A Polícia Federal (PF) destruiu ontem cerca de 30 mil frascos de lança-perfume, apreendidos em duas operações realizadas em dezembro do ano passado e janeiro. No final houve explosão. Equipes do Corpo de Bombeiros que estavam no local para evitar acidentes agiram rápido e ninguém saiu ferido.
A destruição dos frascos, triturados por rolo compressor, espalhou o forte cheiro do produto, incomodando os presentes e afetando alunos de uma escola próximo ao local onde houve a destruição. Alguns passaram mal e foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros. As aulas foram canceladas no período da tarde.
O ato foi presenciado por lideraças políticas e policiais. Os mais velhos lembravam que no passado o lança-perfume não era considerado droga e era utilizado para brincadeiras no carnaval.
O agente federal Víctor Bond disse ter sido a maior destruição de lança-perfume já ocorrida no Brasil. ¿Foram duas apreensões recordes em menos de um mês¿. Segundo ele, ano passado a PF de Guarapuava, que atua em 77 municípios e 120 quilômetros com a fronteira da Argentina, apreendeu cerca de 38 mil frascos, quase metade do total de apreensões no país - 79 mil.
Ele explicou que a PF pediu autorização judicial para a destruição dos frascos por causa dos riscos de explosões. A droga estava guardada nos depósitos da delegacia. ¿O Cloreto de Etila é altamente inflamável e poderia ocasionar incêndios¿, afirmou, sem saber que, pouco depois, o receio se concretizaria.
Diário de Guarapuava, 25 de fevereiro de 2005:
PF vai apurar causas do incêndio
Corpo de Bombeiros diz que destruição dos 30 mil frascos de lança-perfume, que terminou em explosão, deveria ter sido em local afastado
O delegado da Polícia Federal (PF) José Alberto Iegas afirmou ontem ao Diário, que a explosão ocorrida durante a destruição de 30 mil frascos de lança-perfume, na quarta-feira, foi um acidente sem grandes danos ¿ físicos e materiais ¿ e informou que a policia está investigando o que ocasionou o fato. ¿Estamos apurando o que aconteceu¿.
Iegas criticou setores da imprensa de Guarapuava que, segundo ele, estão tratando o assunto com ¿sensacionalismo¿. ¿Querem manchar a imagem da PF de Guarapuava. A troco de quê?¿, questionou.
Ele afirmou ter tomado todas as precauções necessárias para evitar qualquer acidente. ¿Chamamos o Corpo de Bombeiros, Guaratran, isolamos o local e distribuímos máscaras para quem estava assistindo (para proteção contra o forte cheiro do lança perfume). Havia até representante da Vigilância Sanitária¿.
Ele informou que os maiores prejuízos materiais foram os pneus do rolo compressor da Surg ¿ utilizado para a destruição dos frascos ¿, que foi queimado. ¿Vamos doar outros pneus à Surg para recompor as perdas¿. Ele lembrou que nem mesmo a fiação elétrica foi atingida.
Iegas também comentou sobre os alunos de uma escola municipal próxima ao local do fato, a rua Capitão Arcílio Pereira, ao lado da delegacia da PF, que passaram mal com o mau cheiro. ¿Eles foram atendidos na hora. Duas crianças chegaram a ser levadas no período da tarde para hospital, mas nenhuma delas faltou à aula hoje (ontem)¿. O delegado disse ter entrado em contato com a mãe de um dos alunos que passou mal e se colocou à disposição para qualquer problema.
A diretora do colégio, Dagmar Ingrid Marcondes, contou que algumas crianças se queixaram de garganta ressecada, dificuldades respiratórias e apresentaram reações alérgicas. Havia cerca de 400 crianças quando houve o incidente. Elas tiveram de ser retiradas das salas de aula e levadas para o pátio. ¿Houve um certo tumulto e algumas crianças choraram¿.Dagmar contou que alguns pais ficaram assustados ao ver a rua bloqueada, a presença do Corpo de Bombeiros e as crianças chorando no pátio. ¿Alguns reclamaram¿.Apesar disso, a diretora não atacou a PF. ¿Eles não esperavam que isso fosse acontecer. Foi uma infelicidade¿. Mas ela questionou o local escolhido para a destruição.
O comandante do Corpo de Bombeiros, capitão Júlio César de Góes, também afirmou que o local utilizado não foi adequado. Ele disse que os bombeiros não foram consultados sobre a escolha do local. ¿Apenas nos solicitaram apoio no final da tarde de terça-feira¿. Segundo Góes uma área afastada deveria ter sido escolhida.
O delegado da PF explicou que o local foi escolhido justamente pela segurança, por ser ao lado da delegacia. ¿Ninguém queria que isso acontecesse¿.
Olha o que eu achei:
Um site de receitas português, lindo: http://www.receitasemenus.net/. Reparem nas mensagens da barra de status, a do rodapé. E a forma de descrever as receitas no português de Portugal é linda... "Varinha mágica" deve ser colher de pau*, é muito mais bonito, e "lume" e "tacho". Lindo mesmo. Ó:
"Arranje a abóbora e corte-a em bocados. Retire a pele e as sementes ao tomate. Corte a cebola em rodelas finas e o temate aos pedaços. Deite tudo num tacho de fundo espesso, leve a cozer em lume muito brando durante 45 minutos. Passe com varinha mágica, a fim de obter um pure liso e fino. Tempere com o açucar, sal e pimenta. Dissolva o pure em leite, ou água, em quantidade dependente da do líquido que a abóbora largou a cozer.
Leve ao lume, mexendo sempre e deixe ferver durante 2 minutos. Bata novamente o creme com a varinha mágica durante 1 a 2 minutos. Escalde a terrina com água a ferver e enxugue-a. Deite dentro a margarina cortada em falhas e as gemas, misturando muito bem. Junte pouco a pouco, creme de abóbora, mexendo sempre, para que fique tudo bem ligado. Se desejar pode adicionar arroz cozido à crioula ou quadradinhos de pão torrado ou frito."
* viva o Google: varinha mágica é isso
"Arranje a abóbora e corte-a em bocados. Retire a pele e as sementes ao tomate. Corte a cebola em rodelas finas e o temate aos pedaços. Deite tudo num tacho de fundo espesso, leve a cozer em lume muito brando durante 45 minutos. Passe com varinha mágica, a fim de obter um pure liso e fino. Tempere com o açucar, sal e pimenta. Dissolva o pure em leite, ou água, em quantidade dependente da do líquido que a abóbora largou a cozer.
Leve ao lume, mexendo sempre e deixe ferver durante 2 minutos. Bata novamente o creme com a varinha mágica durante 1 a 2 minutos. Escalde a terrina com água a ferver e enxugue-a. Deite dentro a margarina cortada em falhas e as gemas, misturando muito bem. Junte pouco a pouco, creme de abóbora, mexendo sempre, para que fique tudo bem ligado. Se desejar pode adicionar arroz cozido à crioula ou quadradinhos de pão torrado ou frito."
* viva o Google: varinha mágica é isso
Conselho de um pai zeloso
Na noite em que eu encontrei o maior amor da minha vida:
- Se você me voltar a pé essa noite eu te mato! Você tem que arranjar um cara que tenha carro, no mínimo! Faz assim: quando vocês estiverem dançando, como quem não quer nada, você passa a mão no bolso dele pra ver se tem chave! Depois você descobre se é um Fusca ou uma Brasília, o importante é ter um carro!
E depois dizem que devemos escutar os mais velhos. Eu não segui o conselho e ó no que deu:

(publicado - sem a foto - em 13.03.2005)
- Se você me voltar a pé essa noite eu te mato! Você tem que arranjar um cara que tenha carro, no mínimo! Faz assim: quando vocês estiverem dançando, como quem não quer nada, você passa a mão no bolso dele pra ver se tem chave! Depois você descobre se é um Fusca ou uma Brasília, o importante é ter um carro!
E depois dizem que devemos escutar os mais velhos. Eu não segui o conselho e ó no que deu:

(publicado - sem a foto - em 13.03.2005)
Um dia antes do dia D
- Filha, amanhã você vai abrir a loja... pra sua mãe poder dormir um pouco mais, não vai?
- Eu posso até abrir a loja, mãe, mas as 9 horas eu tenho compromisso.
- Que compromisso?
- Tatuagem.
Silêncio constrangedor. Pai:
- Mas pra quê se tatuar no corpo?
(publicado em 19.03.2005)
- Eu posso até abrir a loja, mãe, mas as 9 horas eu tenho compromisso.
- Que compromisso?
- Tatuagem.
Silêncio constrangedor. Pai:
- Mas pra quê se tatuar no corpo?
(publicado em 19.03.2005)
Chantagens do mundo moderno
Ontem mostrei para um colega de trabalho (que pediu para não ser identificado) como ele poderia identificar sua porcentagem de gostosura no orkut. Hoje quando eu chego no trabalho, por MSN, a grande novidade: ontem ele era 90% sexy, hoje, 100! Modesto, ele achou que era defeito do sistema... nem quis entrar pra comunidade 100% sexy... Eu utilizei a situação a meu favor:
- Se você não mandar aquele arquivo AGORA, eu tiro meus coraçõezinhos!!!
(publicado em 19.03.2005)
- Se você não mandar aquele arquivo AGORA, eu tiro meus coraçõezinhos!!!
(publicado em 19.03.2005)
Mil e uma utilidades
Algumas palavras ambíguas e de difícil interpretação são mágicas. Podem ser usadas em qualquer contexto. Inclusive na comédia. Meti minha colher no texto de Sérgio Augusto de Andrade sobre o livro "O jogo do belo e do feio", de José Arthur Giannotti, agrupando umas palavras e trocando outras. Só prá ficar menos solúvel. Deu isso, pra decorar e recitar em qualquer conversa de botequim:
"É mérito estabelecer os fundamentos lógicos de uma crítica da razão simbólica a partir da definição de um objeto que se afirme num tipo de legalidade que despreze a necessidade de coincidência entre a normatividade tácita da ação e a normatividade explícita do ser, em direção a uma recusa da necessidade referencial, num impulso que reformula cada descoberta em direção a novas tradições e novas regras, numa contração centrífuga."
"É mérito estabelecer os fundamentos lógicos de uma crítica da razão simbólica a partir da definição de um objeto que se afirme num tipo de legalidade que despreze a necessidade de coincidência entre a normatividade tácita da ação e a normatividade explícita do ser, em direção a uma recusa da necessidade referencial, num impulso que reformula cada descoberta em direção a novas tradições e novas regras, numa contração centrífuga."
A melhor HQ de 1980
É um "capítulo" de uma história do Zeferino, do Henfil. Está no Fradim 26, de junho de 1980, da editora Codecri, na página 47. Como a revista que eu tenho é preciosíssima para seu dono (e para mim, nunca vi coisa tão linda... chuif!) seria um crime escanear a história e soltar as frágeis páginas de papel jornal da frágil encadernação de cola. Então eu descrevo pra vocês, timtim por timtim, ipsis literis, tal e qual, em todos os minúsculos detalhes. Porque, também, estou com preguiça pra ver se já está na internet.
Vamos lá. São cinco quadros na vertical. O primeiro é a introdução, e tem o dobro da largura dos outros, a disposição sendo, portanto, um em cima, dois no meio e dois embaixo. Nas histórias do Zeferino, ou "Henfil do alto da caatinga", temos três personagens: o capitão Zeferino, vestindo o uniforme clássico de cangaceiro: chapéu de couro enfeitado e cinturão de munição; o bode Francisco Orelana, com um chapéu também, só que de conquistador espanhol. E a Graúna, que todo mundo conhece. Como assim você não? Que grande vergonha, hein? Mas vou dar uma chance ao iletrado leitor. Quando me empolgo perco a preguiça de pesquisar na internet e vocês estão com sorte hoje. Aqui e aqui temos uma amostra das personagens, críticas e henfílicas. Vai lá, mas volta rápido que eu to contando uma coisa importante, pô!
Poderíamos entitular a história a que me refiro de "A queda de ânimo do bode Orelana", mas não podemos. Dividir, separar, rotular a obra de Henrique de Sousa Filho? Crime! Enfim, vamos fazer isso, somente para "fins didáticos". Já há alguns quadrinhos estamos vendo o bode, uma caricatura de intelectual de esquerda, levar tombos, sem, no entanto, ter motivo para isso. Ele não tropeça nem é empurrado. Só tomba. Seus companheiros ficam preocupados e ele explica: "'É queda de ânimo".
Aqui talvez caiba uma referência que eu não posso lhes dar, mas posso imaginar, inferir, desconfiar. Obviamente, como nos dias de hoje, o Brasil passava por mais uma crise econômica, acompanhada de inflação, analfabetismo, educação precária, saúde periclitante, corrupção, enchentes, turismo sexual, novelas da Globo, Nelson Ned, enfim. Essas coisas que ainda envergonham a gente, e já causavam, em 1980, quedas de ânimo. Isso tudo piorado pela ditadura e pela censura. Mas o que estou tentando adivinhar é cousa diversa, é a inspiração do autor. Provavelmente nessa época, algum político, jornalista, economista, formador de opinião, whatever, deve ter usado a expressão várias vezes, e nosso querido Henfil (que Deus o tenha à Sua esquerda, desenhando, escrevendo e O fazendo rir, em Sua mais-que-perfeita fábrica do humor celestial, que só não é melhor que a nossa porque aqui estão Laerte, Fernando Gonzales e André Dahmer, amém). Enfim, nosso querido Henfil (de HENrique de Sousa FILho, notem bem; aí me dá vontade de voltar a assinar Shacal; quem sabe quando eu criar vergonha na cara e começar a fazer tirinhas também; já pensou? Já pensou? é, eu já) Então, o Henfil, teve um insight ao ouvir a expressão e a utilizou. Muitissíssimo bem, admitamos, já que eu elegi essa a melhor história em quadrinho do ano da graça de 1980. (ano da graça!!! sacou? sacou?)
Um pouco mais de contexto histórico agora, desta vez com mais fatos. Vejamos. 1980. Junho. Meus pais estavam preparando minha festa de um ano de idade. Eu era uma linda menininha ruiva cheia de cachos que já brincava com revistas em quadrinhos, livros e o que mais viesse na frente e fosse formado por papel, elementos de encadernação e tinta. Tenho fotos pra provar! E o Brasil estava iniciando sua abertura democrática, depois de 16 anos (só??? 1980-1964=16. só! puxa!) de Ditadura Militar. O Gal. Figueiredo, presidente desde 1979, já havia aprovado a Anistia e o pluripartidarismo. Nossos exilados políticos estavam começando a voltar pra o Brasil ou pensando em. Aliás, tem uma série ótima do Zeferino sobre a "volta". Aqui devo confessar meus conhecimentos históricos imprecisos e agradecer à Wikipedia e ao Rafael Dubeux, que fez essa cronologia da História do Brasil.
Continuemos, que internet sem figura é um saco. Texto comprido então... Espero que pelo menos os interessados em humor e em HQ estejam lendo, já que estou me esforçando para fazer um textinho massa. Então. O quadrinho. Do Henfil. Por falar nisso. Outra eleição arbitrária hoje. O Henfil do Ano 2000 é... é... é... (tambores por favor) ANDRÉÉÉÉ DÃÃÃÃHMER! O sado-masoquismo, a crítica, o sarcasmo, a ironia, o mau humor, até o traço! Vejam, vejam! Mas como eu não pensei nisso antes! Shame on you, Sharon Caleffi! Corroboramos nossa indicação ao prêmio com uma henfílica: "O humor que vale para mim é aquele que dá um soco no fígado de quem oprime" (Henfil, em "O Rebelde do Traço - a Vida de Henfil", Dênis de Moraes, José Olímpio Editora, Rio, 1997) E mais ainda, os Malvados são um tapa na cara do oprimido.
Mas. Hey, ho, lets go! Uma em cima, duas no meio, duas embaixo, lembram? Preto e branco. Na verdade, preto e sépia, ou marronzinho, ou cor de papel jornal antigo. E chegamos no primeiro quadro. Da Melhor HQ de 1980. Em um quadro vazio, ocupado apenas pelo número da tira, 568.B, no canto esquerdo, e pela Graúna e o Zeferino de perfil, em frente à metade de uma escrivaninha, no direito. A pessoa por trás da mesa está oculta. O Zeferino diz (a Graúna está com cara de preocupação):
- Então, Doutor, o Bode Orelana está tendo quedas de ânimo...
No quadro dois, o doutor-oculto-atrás-da-escrivaninha responde para um Zeferino atento e uma Graúna com cara de pena:
- Quedas de ânimo dão em pessoas portadoras de esperança
Quadro três, Zeferino:
- Tem alguma receita pra acabar com esperança? - e doutor:
- Sou pela cura da natureza...
(Graúna com cara de "aí tem truta, tô gostando não")
No quadro 4, Orelana atento ainda, o doutor continua:
- Mais 10 quedas de ânimo e a esperança acaba naturalmente.
(Graúna com cara de "charlatões, charlatões...")
No quadro 5, voltando do consultório, o Zé diz:
- Cumé que o safado do bode escondeu da gente! Tá com esperança...
Ao que a Graúna:
- Médico que não receita nada eu não gosto! Por mim dava um bom lumbrigueiro pra botar essa esperança pra fora...
* este post é dedicado a Luís Veras Filho, revisor do Diário do Povo, onde eu trabalhava, e dono orgulhoso da edição encadernada das revistas do Fradim 25 a 30.
Vamos lá. São cinco quadros na vertical. O primeiro é a introdução, e tem o dobro da largura dos outros, a disposição sendo, portanto, um em cima, dois no meio e dois embaixo. Nas histórias do Zeferino, ou "Henfil do alto da caatinga", temos três personagens: o capitão Zeferino, vestindo o uniforme clássico de cangaceiro: chapéu de couro enfeitado e cinturão de munição; o bode Francisco Orelana, com um chapéu também, só que de conquistador espanhol. E a Graúna, que todo mundo conhece. Como assim você não? Que grande vergonha, hein? Mas vou dar uma chance ao iletrado leitor. Quando me empolgo perco a preguiça de pesquisar na internet e vocês estão com sorte hoje. Aqui e aqui temos uma amostra das personagens, críticas e henfílicas. Vai lá, mas volta rápido que eu to contando uma coisa importante, pô!
Poderíamos entitular a história a que me refiro de "A queda de ânimo do bode Orelana", mas não podemos. Dividir, separar, rotular a obra de Henrique de Sousa Filho? Crime! Enfim, vamos fazer isso, somente para "fins didáticos". Já há alguns quadrinhos estamos vendo o bode, uma caricatura de intelectual de esquerda, levar tombos, sem, no entanto, ter motivo para isso. Ele não tropeça nem é empurrado. Só tomba. Seus companheiros ficam preocupados e ele explica: "'É queda de ânimo".
Aqui talvez caiba uma referência que eu não posso lhes dar, mas posso imaginar, inferir, desconfiar. Obviamente, como nos dias de hoje, o Brasil passava por mais uma crise econômica, acompanhada de inflação, analfabetismo, educação precária, saúde periclitante, corrupção, enchentes, turismo sexual, novelas da Globo, Nelson Ned, enfim. Essas coisas que ainda envergonham a gente, e já causavam, em 1980, quedas de ânimo. Isso tudo piorado pela ditadura e pela censura. Mas o que estou tentando adivinhar é cousa diversa, é a inspiração do autor. Provavelmente nessa época, algum político, jornalista, economista, formador de opinião, whatever, deve ter usado a expressão várias vezes, e nosso querido Henfil (que Deus o tenha à Sua esquerda, desenhando, escrevendo e O fazendo rir, em Sua mais-que-perfeita fábrica do humor celestial, que só não é melhor que a nossa porque aqui estão Laerte, Fernando Gonzales e André Dahmer, amém). Enfim, nosso querido Henfil (de HENrique de Sousa FILho, notem bem; aí me dá vontade de voltar a assinar Shacal; quem sabe quando eu criar vergonha na cara e começar a fazer tirinhas também; já pensou? Já pensou? é, eu já) Então, o Henfil, teve um insight ao ouvir a expressão e a utilizou. Muitissíssimo bem, admitamos, já que eu elegi essa a melhor história em quadrinho do ano da graça de 1980. (ano da graça!!! sacou? sacou?)
Um pouco mais de contexto histórico agora, desta vez com mais fatos. Vejamos. 1980. Junho. Meus pais estavam preparando minha festa de um ano de idade. Eu era uma linda menininha ruiva cheia de cachos que já brincava com revistas em quadrinhos, livros e o que mais viesse na frente e fosse formado por papel, elementos de encadernação e tinta. Tenho fotos pra provar! E o Brasil estava iniciando sua abertura democrática, depois de 16 anos (só??? 1980-1964=16. só! puxa!) de Ditadura Militar. O Gal. Figueiredo, presidente desde 1979, já havia aprovado a Anistia e o pluripartidarismo. Nossos exilados políticos estavam começando a voltar pra o Brasil ou pensando em. Aliás, tem uma série ótima do Zeferino sobre a "volta". Aqui devo confessar meus conhecimentos históricos imprecisos e agradecer à Wikipedia e ao Rafael Dubeux, que fez essa cronologia da História do Brasil.
Continuemos, que internet sem figura é um saco. Texto comprido então... Espero que pelo menos os interessados em humor e em HQ estejam lendo, já que estou me esforçando para fazer um textinho massa. Então. O quadrinho. Do Henfil. Por falar nisso. Outra eleição arbitrária hoje. O Henfil do Ano 2000 é... é... é... (tambores por favor) ANDRÉÉÉÉ DÃÃÃÃHMER! O sado-masoquismo, a crítica, o sarcasmo, a ironia, o mau humor, até o traço! Vejam, vejam! Mas como eu não pensei nisso antes! Shame on you, Sharon Caleffi! Corroboramos nossa indicação ao prêmio com uma henfílica: "O humor que vale para mim é aquele que dá um soco no fígado de quem oprime" (Henfil, em "O Rebelde do Traço - a Vida de Henfil", Dênis de Moraes, José Olímpio Editora, Rio, 1997) E mais ainda, os Malvados são um tapa na cara do oprimido.
Mas. Hey, ho, lets go! Uma em cima, duas no meio, duas embaixo, lembram? Preto e branco. Na verdade, preto e sépia, ou marronzinho, ou cor de papel jornal antigo. E chegamos no primeiro quadro. Da Melhor HQ de 1980. Em um quadro vazio, ocupado apenas pelo número da tira, 568.B, no canto esquerdo, e pela Graúna e o Zeferino de perfil, em frente à metade de uma escrivaninha, no direito. A pessoa por trás da mesa está oculta. O Zeferino diz (a Graúna está com cara de preocupação):
- Então, Doutor, o Bode Orelana está tendo quedas de ânimo...
No quadro dois, o doutor-oculto-atrás-da-escrivaninha responde para um Zeferino atento e uma Graúna com cara de pena:
- Quedas de ânimo dão em pessoas portadoras de esperança
Quadro três, Zeferino:
- Tem alguma receita pra acabar com esperança? - e doutor:
- Sou pela cura da natureza...
(Graúna com cara de "aí tem truta, tô gostando não")
No quadro 4, Orelana atento ainda, o doutor continua:
- Mais 10 quedas de ânimo e a esperança acaba naturalmente.
(Graúna com cara de "charlatões, charlatões...")
No quadro 5, voltando do consultório, o Zé diz:
- Cumé que o safado do bode escondeu da gente! Tá com esperança...
Ao que a Graúna:
- Médico que não receita nada eu não gosto! Por mim dava um bom lumbrigueiro pra botar essa esperança pra fora...
* este post é dedicado a Luís Veras Filho, revisor do Diário do Povo, onde eu trabalhava, e dono orgulhoso da edição encadernada das revistas do Fradim 25 a 30.
A primeira enquete quitândica:
Na sua opinião, a Arte mais recompensadora é:
( ) o Sexo
( ) o Crime
Bônus! As respostas do antigo post:
Sexo pago. obvio que é brincadeira.
Aninha
SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO
BodyCount
O sexo, por um sexo bem feito você consegue que a pessoa faça por ti qualquer crime!
Genésio do diário
O crime é uma arte mais tentadora... tanto quanto matar pessoas, ou simplesmente roubar cones.... O crime envolve mtos detalhes que nao podem ser deixados para trás... tornando-o assim...uma arte mais tensa... mais presa...pois quem comete crimes... nem sempre busca um crime perfeito. A arte do crime é mais ardilosa. Acho q mais REcompensadora seria o sexo!!! os detalhes em evidência contam mto mais! e a arte do crime é mais egoista... vc nao pode sai contando por ai que assalto um caixa eletrônico...mesmo que todos seus amigos devem saber... para aumentar o status do criminoso perante a tribo...mas os guarda nao podem sabe...senao vai ve o sol nasce quadrado. O sexo ainda é divido, normalmente em dois... mas em 3 também seria bom....(digo duas+um) acho q falei demais já... mas será que respondi a pergunta??? caso nao tenha sentido o q eu escrevi... a culpa é dos remédios pra gripe q tomei ontem... ainda to meio dopado! TIAU!
danehell_dascalárias
Sexo. Fácil. O crime não compensa e nem satisfaz. Crime! E, dinheiro por dinheiro, o sexo também pode render dividendos... Abraços!
Tiago
( ) o Sexo
( ) o Crime
Bônus! As respostas do antigo post:
Sexo pago. obvio que é brincadeira.
Aninha
SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO
BodyCount
O sexo, por um sexo bem feito você consegue que a pessoa faça por ti qualquer crime!
Genésio do diário
O crime é uma arte mais tentadora... tanto quanto matar pessoas, ou simplesmente roubar cones.... O crime envolve mtos detalhes que nao podem ser deixados para trás... tornando-o assim...uma arte mais tensa... mais presa...pois quem comete crimes... nem sempre busca um crime perfeito. A arte do crime é mais ardilosa. Acho q mais REcompensadora seria o sexo!!! os detalhes em evidência contam mto mais! e a arte do crime é mais egoista... vc nao pode sai contando por ai que assalto um caixa eletrônico...mesmo que todos seus amigos devem saber... para aumentar o status do criminoso perante a tribo...mas os guarda nao podem sabe...senao vai ve o sol nasce quadrado. O sexo ainda é divido, normalmente em dois... mas em 3 também seria bom....(digo duas+um) acho q falei demais já... mas será que respondi a pergunta??? caso nao tenha sentido o q eu escrevi... a culpa é dos remédios pra gripe q tomei ontem... ainda to meio dopado! TIAU!
danehell_dascalárias
Sexo. Fácil. O crime não compensa e nem satisfaz. Crime! E, dinheiro por dinheiro, o sexo também pode render dividendos... Abraços!
Tiago
O elogio da Jabuticaba
Representas o excêntrico em tua negritude esférica
Ó Jabuticaba! Teu sumo é o doce apaziguador das amarguras!
Somente o iniciado em teus segredos é digno de tuas delícias,
O romper da perfeição de teu invólucro
As minúcias de teu sabor indescritível
A sensação de sugar cada pequena gota de tesão
E finalmente, teu pequeno caroço, que nos desce pela garganta
Num prazer mecânico que lembra coisas escondidas
Os olhos se fecham, como se a visão atrapalhasse,
os ouvidos não entendem mais a nenhum apelo,
o nariz existe unicamente para teu delicado olor,
o tato concentra-se inteiramente nos lábios,
e sou toda paladar, os sentidos absorvendo cada detalhe
numa confusão que atordece!
Ó Jabuticaba, perfeita, inexprimível!
Grande és, em pequenas doses negras,
ó excêntrica, ó exótica, ó temível presença,
tantas lembranças evocas, tantas sensações despertas,
que nos esquece todo cuidado, e nos deixamos empanturrar.
Ó cruel Jabuticaba!
Ao abandonar nossos corpos,
corpos já esquecidos das delícias que provocaste,
em dores lancinantes que rompem membranas,
golpes malvados de teus restos vingativos,
não esqueces de lembrar-nos que dentro de nós esteve!
Ó Jabuticaba! Teu sumo é o doce apaziguador das amarguras!
Somente o iniciado em teus segredos é digno de tuas delícias,
O romper da perfeição de teu invólucro
As minúcias de teu sabor indescritível
A sensação de sugar cada pequena gota de tesão
E finalmente, teu pequeno caroço, que nos desce pela garganta
Num prazer mecânico que lembra coisas escondidas
Os olhos se fecham, como se a visão atrapalhasse,
os ouvidos não entendem mais a nenhum apelo,
o nariz existe unicamente para teu delicado olor,
o tato concentra-se inteiramente nos lábios,
e sou toda paladar, os sentidos absorvendo cada detalhe
numa confusão que atordece!
Ó Jabuticaba, perfeita, inexprimível!
Grande és, em pequenas doses negras,
ó excêntrica, ó exótica, ó temível presença,
tantas lembranças evocas, tantas sensações despertas,
que nos esquece todo cuidado, e nos deixamos empanturrar.
Ó cruel Jabuticaba!
Ao abandonar nossos corpos,
corpos já esquecidos das delícias que provocaste,
em dores lancinantes que rompem membranas,
golpes malvados de teus restos vingativos,
não esqueces de lembrar-nos que dentro de nós esteve!
Vejo flores em você
Farmácia:
- Moça, me vê um colírio, que tem essa coisa aqui no meu olho...
- Nossa, é uma sementinha... já vai começar a brotar...
- Brotar???
- É, uma flor, como essa minha, ó.
- Nossa, parece uma margarida em miniatura... uma camomila...
- É, elas brotam, mas como não tem terra no olho, elas não criam raízes!
---
Transcrição de um sonho da irmã artista que está com algum tipo de oculite.
- Moça, me vê um colírio, que tem essa coisa aqui no meu olho...
- Nossa, é uma sementinha... já vai começar a brotar...
- Brotar???
- É, uma flor, como essa minha, ó.
- Nossa, parece uma margarida em miniatura... uma camomila...
- É, elas brotam, mas como não tem terra no olho, elas não criam raízes!
---
Transcrição de um sonho da irmã artista que está com algum tipo de oculite.
A lista da Sharon das melhores bandas curitibanas do século 21
1. Ovos Presley
2. Relespública
3. Hillbilly Hawide
4. Sarnentos
5. Bad Folks
6. Cherry Bomb (Londrina)
7. Pelebrói Não Sei
8. Gruvox
9. Faichecleres
10. No Milk Today
2. Relespública
3. Hillbilly Hawide
4. Sarnentos
5. Bad Folks
6. Cherry Bomb (Londrina)
7. Pelebrói Não Sei
8. Gruvox
9. Faichecleres
10. No Milk Today
A lista da Sharon das melhores bandas brasileiras de todos os tempos
1. Mutantes
2. Paralamas
3. Ultrage a Rigor
4. Ira!
5. Replicantes
6. Titãs
7. João Penca e seus Miquinhos Amestrados
8. Ovos Presley
9. Relespública
10. Plebe Rude
2. Paralamas
3. Ultrage a Rigor
4. Ira!
5. Replicantes
6. Titãs
7. João Penca e seus Miquinhos Amestrados
8. Ovos Presley
9. Relespública
10. Plebe Rude
A lista da Sharon das melhores bandas de todos os tempos de todos os lugares
Inspirada na comunidade Pato Roque do Orkut
(com os respectivos versos das minhas músicas mais preferidas)
1. Ramones (hey, ho! let's go!)
2. Beatles (eight days a week... i looooove you)
3. The Clash ('cause london is drowning and I live by the river!)
4. Rolling Stones (hey, you! get off of my cloud!)
5. Stray Cats (rock'n'roll is never to loud!)
6. U2 (But I still haven't found what I'm looking for)
7. Mutantes (rita lee foi passea-a-a-ar... vinte anos namorar talvez...)
8. Pixies (wave of mutilation, wave of mutilation, wave...)
9. Blur (she says there's aints in the carpet... dirt little monsters...)
10. Motorhead (I don't wanna live for ever, and don't forget the joker!)
é. de verdade mesmo, eu não sou saico.
(com os respectivos versos das minhas músicas mais preferidas)
1. Ramones (hey, ho! let's go!)
2. Beatles (eight days a week... i looooove you)
3. The Clash ('cause london is drowning and I live by the river!)
4. Rolling Stones (hey, you! get off of my cloud!)
5. Stray Cats (rock'n'roll is never to loud!)
6. U2 (But I still haven't found what I'm looking for)
7. Mutantes (rita lee foi passea-a-a-ar... vinte anos namorar talvez...)
8. Pixies (wave of mutilation, wave of mutilation, wave...)
9. Blur (she says there's aints in the carpet... dirt little monsters...)
10. Motorhead (I don't wanna live for ever, and don't forget the joker!)
é. de verdade mesmo, eu não sou saico.
Novos jeitos de guardar
Inserida no meio informático, já peguei os vícios: agora eu digito os abre e fecha aspas ao mesmo tempo, assim: "", e volto um caracter na setinha pra digitar as coisas no meio. É uma forma inteligente de não esquecer coisas abertas. Você fecha antes e depois guarda o que tem que ser guardado dentro.
Cháron
Há algum tempo atrás, o Barpe escreveu um post motivador, batizando uma receita minha batizada com meu "nome". Então, resolvi transcrevê-la no local adequado.
Ingredientes:
1 (uma) xícara (de chá) de água quente (no ponto de chá, ou seja, retirada do fogo antes da fervura, assim que apresentar a formação das famosas "bolinhas")
1/2 (meio) limão galego ou taiti (mas fica a cargo do "chazeiro" a preferência. É importante, entretanto, atentar para o fato de que o limão deve ser possuidor de um sabor bastante ácido)
1 e 1/2 (uma e meia) colher (de chá) de açúcar (ou a gosto, mas o Cháron é ácido e não muito doce, doçura é coisa de gente fresca e ah sim! açucar branco... eu sei, sei, mascavo é mais isso, mais aquilo, mas também tem gosto mais forte e estraga tudo. Açucar branco ou nenhum.)
1 (uma) caneca
Modo de preparo:
Esprema o meio limão na caneca e retire as sementes (passar no coador pra tirar os alvéolos é coisa de gente fresca)
Coloque a água quente.
Adoce e mexa.
Aproveite.
Modo de apreciação:
1. Antes de tudo e de todos, lave bem as mãos com um sabonete cheiroso. Deixe a água escorrer bastante no enxágue, só por diversão, só por um segundo. Lembre de quando você adorava ajudar sua mãe a lavar a calçada, ou o pai a lavar o carro, ou qualquer coisa assim, só para poder brincar com a água. Água é divertido.
2. Escolha o limão pela casca. Encontrar um limão com casca bem lisa e brilhante já é o começo da apreciação do chá. Um limão bonito.
3. Coloque a água para esquentar em uma chaleira, em um fogão. Microondas não é divertido, fogo é. Mesmo azul, mesmo de gás de cozinha, mesmo controlado por uma chapinha furadinha, fogo é uma coisa bonita. Veja o fogo, sinta o calor, se queime até, se você gostar disso. Torne a feitura do chá uma experiência excitante.
4. Enquanto a água ferve, lave o seu limão. Pode aproveitar a alegria-infantil-de-brincar-com-água de novo, mas cuidado. Estamos (nós, o mundo) ficando sem água. Cuidar do meio ambiente é legal também, dá uma satisfação instantânea, experimente.
5. Cheire o limão. O cheiro de limão, no Concurso Mundial dos Cheiros de Frutas, só perde para o cheiro do caju. Corte o limão ao meio e sinta o cheiro de novo. É diferente, mais forte, mais invasor, mais impregnante. Bom, muito bom.
6. Escolha uma caneca bem bonita, ou use a sua favorita de estimação. Canecas pessoais são legais. Eu prefiro as de cerâmica, com desenhos. Existem muitos desenhos, você pode escolher qualquer um, desde simples xadrezes decorativos até obras de arte famosas. Ponha um pouco de arte no seu Cháron, ele fica mais gostoso.
7. Quando for espremer o limão, com as mãos, observe (não de muito perto! se cair uma gotinha no olho arde!) como os alvéolos vão estourando! É bonito!
7. Veja se a água já começou a formar bolinhas... se elas já estão subindo... se tem bastante bolhas... desligue antes de ferver.
8. Coloque a água. Adoce. Descobri dia desses que quando a água está bem quente o açúcar faz barulho ao passar. Veja se você também ouve isso.
9. Misture bem. Sinta o cheiro. Vá fazer a sua coisa-preferida-enquanto-toma-chá. Eu recomendo um filme, um seriado divertido, um livro, uma música.
10. Beba! Ah sim. Pode ter algum alvéolo não-estourado. É legal senti-lo estourar na boca. Você vai sentir aquele puxão do gosto forte na garganta, mas é por isso que você está fazendo um chá de limão! Porque é uma experiência forte! Afinal, é o Cháron! É diferente! É forte! É marcante!
Ah sim, sobrou meio limão. O que fazer com ele? É a minha Dica de Apreciação Número 11,também conhecida como A Favorita: convide alguém pra tomar chá com você. O mais legal de tudo, vejam, é que o Cháron dá pra dois! Uma pessoa que você goste, um amigo, o irmão, a mãe, o namorado, não importa. Tome o Cháron em dupla. É divertido.
Última coisa, só. A variação. Existe o Cháron Com Dor de Garganta. É bem simples de fazer, só coloque mel no lugar do açúcar. E aí perceba todas diferenças! O cheiro, a consistência do mel, como ele se dissolve devagarinho na água quente...
Ingredientes:
1 (uma) xícara (de chá) de água quente (no ponto de chá, ou seja, retirada do fogo antes da fervura, assim que apresentar a formação das famosas "bolinhas")
1/2 (meio) limão galego ou taiti (mas fica a cargo do "chazeiro" a preferência. É importante, entretanto, atentar para o fato de que o limão deve ser possuidor de um sabor bastante ácido)
1 e 1/2 (uma e meia) colher (de chá) de açúcar (ou a gosto, mas o Cháron é ácido e não muito doce, doçura é coisa de gente fresca e ah sim! açucar branco... eu sei, sei, mascavo é mais isso, mais aquilo, mas também tem gosto mais forte e estraga tudo. Açucar branco ou nenhum.)
1 (uma) caneca
Modo de preparo:
Esprema o meio limão na caneca e retire as sementes (passar no coador pra tirar os alvéolos é coisa de gente fresca)
Coloque a água quente.
Adoce e mexa.
Aproveite.
Modo de apreciação:
1. Antes de tudo e de todos, lave bem as mãos com um sabonete cheiroso. Deixe a água escorrer bastante no enxágue, só por diversão, só por um segundo. Lembre de quando você adorava ajudar sua mãe a lavar a calçada, ou o pai a lavar o carro, ou qualquer coisa assim, só para poder brincar com a água. Água é divertido.
2. Escolha o limão pela casca. Encontrar um limão com casca bem lisa e brilhante já é o começo da apreciação do chá. Um limão bonito.
3. Coloque a água para esquentar em uma chaleira, em um fogão. Microondas não é divertido, fogo é. Mesmo azul, mesmo de gás de cozinha, mesmo controlado por uma chapinha furadinha, fogo é uma coisa bonita. Veja o fogo, sinta o calor, se queime até, se você gostar disso. Torne a feitura do chá uma experiência excitante.
4. Enquanto a água ferve, lave o seu limão. Pode aproveitar a alegria-infantil-de-brincar-com-água de novo, mas cuidado. Estamos (nós, o mundo) ficando sem água. Cuidar do meio ambiente é legal também, dá uma satisfação instantânea, experimente.
5. Cheire o limão. O cheiro de limão, no Concurso Mundial dos Cheiros de Frutas, só perde para o cheiro do caju. Corte o limão ao meio e sinta o cheiro de novo. É diferente, mais forte, mais invasor, mais impregnante. Bom, muito bom.
6. Escolha uma caneca bem bonita, ou use a sua favorita de estimação. Canecas pessoais são legais. Eu prefiro as de cerâmica, com desenhos. Existem muitos desenhos, você pode escolher qualquer um, desde simples xadrezes decorativos até obras de arte famosas. Ponha um pouco de arte no seu Cháron, ele fica mais gostoso.
7. Quando for espremer o limão, com as mãos, observe (não de muito perto! se cair uma gotinha no olho arde!) como os alvéolos vão estourando! É bonito!
7. Veja se a água já começou a formar bolinhas... se elas já estão subindo... se tem bastante bolhas... desligue antes de ferver.
8. Coloque a água. Adoce. Descobri dia desses que quando a água está bem quente o açúcar faz barulho ao passar. Veja se você também ouve isso.
9. Misture bem. Sinta o cheiro. Vá fazer a sua coisa-preferida-enquanto-toma-chá. Eu recomendo um filme, um seriado divertido, um livro, uma música.
10. Beba! Ah sim. Pode ter algum alvéolo não-estourado. É legal senti-lo estourar na boca. Você vai sentir aquele puxão do gosto forte na garganta, mas é por isso que você está fazendo um chá de limão! Porque é uma experiência forte! Afinal, é o Cháron! É diferente! É forte! É marcante!
Ah sim, sobrou meio limão. O que fazer com ele? É a minha Dica de Apreciação Número 11,também conhecida como A Favorita: convide alguém pra tomar chá com você. O mais legal de tudo, vejam, é que o Cháron dá pra dois! Uma pessoa que você goste, um amigo, o irmão, a mãe, o namorado, não importa. Tome o Cháron em dupla. É divertido.
Última coisa, só. A variação. Existe o Cháron Com Dor de Garganta. É bem simples de fazer, só coloque mel no lugar do açúcar. E aí perceba todas diferenças! O cheiro, a consistência do mel, como ele se dissolve devagarinho na água quente...
A tragédia do Pato Branco
- Io mato questo bugre maledeto! - berrou seu Floriano, pegando na espingarda. - Questo porco nom leva filha mia!
- Calma, homem, pelo amor de Deus! - dona Carmem, desesperada, segurava o marido. - Vai acabar acertando os dois e ainda mata nossa filha!
Seu Floriano se soltou da mulher e correu para os fundos da casa, de onde ainda podia ver os amantes em fuga, ao alcance de um tiro.
- Desgraciato!
- Não homem, não faça isso!
Nesse momento, os homens da vila apeavam no rancho. Quando o piá do Frederico deu a má notícia na cancha de bocha, seu Floriano sumira tão rápido que nem se ouviu o cavalo trotar. Uns para evitar tragédia, outros de curiosos, mas a maioria querendo mesmo é ver índio sujo levar fumo, seguiram para a fazenda. E chegaram bem na hora da bala.
- Bam!
Dona Carmem rezava de olhos fechados. Mas os gritos que ouviu não eram os que esperava. Coragem de olhar só quando ouviu as risadas do povaréu. Seu Floriano haria acertado o pato branco de estimação da família, que, não se sabe como, havia se intrometido na rota da bala.
O inesperado do caso e a risada dos compadres aturdiram o pai, dando o tempo do casal fugir. A história do pato herói se espalhou rapidamente, e, em pouco tempo, não havia visitante que não desejasse conhecer o "Sítio do Pato Branco". Foi nesse lugar onde, anos mais tarde, se ergueu nossa cidade.
O pato? Foi prá panela. Mas seu Floriano nem provou:
- Porco cane! Se nom me é questa praga eu acerto o bugre! Maledeto!
- Calma, homem, pelo amor de Deus! - dona Carmem, desesperada, segurava o marido. - Vai acabar acertando os dois e ainda mata nossa filha!
Seu Floriano se soltou da mulher e correu para os fundos da casa, de onde ainda podia ver os amantes em fuga, ao alcance de um tiro.
- Desgraciato!
- Não homem, não faça isso!
Nesse momento, os homens da vila apeavam no rancho. Quando o piá do Frederico deu a má notícia na cancha de bocha, seu Floriano sumira tão rápido que nem se ouviu o cavalo trotar. Uns para evitar tragédia, outros de curiosos, mas a maioria querendo mesmo é ver índio sujo levar fumo, seguiram para a fazenda. E chegaram bem na hora da bala.
- Bam!
Dona Carmem rezava de olhos fechados. Mas os gritos que ouviu não eram os que esperava. Coragem de olhar só quando ouviu as risadas do povaréu. Seu Floriano haria acertado o pato branco de estimação da família, que, não se sabe como, havia se intrometido na rota da bala.
O inesperado do caso e a risada dos compadres aturdiram o pai, dando o tempo do casal fugir. A história do pato herói se espalhou rapidamente, e, em pouco tempo, não havia visitante que não desejasse conhecer o "Sítio do Pato Branco". Foi nesse lugar onde, anos mais tarde, se ergueu nossa cidade.
O pato? Foi prá panela. Mas seu Floriano nem provou:
- Porco cane! Se nom me é questa praga eu acerto o bugre! Maledeto!
Quaresma da Soja Verde
Li Sartre (A idade da razão) e Alan Moore (A voz do fogo). Com certeza: história na ficção é mais divertido que filosofia na ficção. E acreditem ou não, mais perturbador também. Mas a tradutora do Moore falhou em um ponto muito importante. Vejam esse trecho, de um parágrafo que conta como foi encontrado, finalmente, o lugar estavam as cinzas do pai do Moore:
"Isso havia criado uma breve comoção para esclarecimento de suspeitas perturbadoras: Soylent Green é gente."
E olha a nota da tradutora:
"O nome do pai (sic) poderia ser confundido com nome de vegetais por causa de significado de partes do nome: soy, soja e green, verde (lent significa quaresma)."
Ai Jesus, Maria, José! Mas estão ela não sabe que Soylent Green é um filme? Ela não tem Google? Aliás, aliás, aliás, um ca-lás-si-co da ficção científica? Não, pelo jeito ela não sabe. Mas vem cá: ninguém na Conrad leu esse livro antes de publicar? Quedê editor? Quedê?
Pois é que eu procurei no google e não vi nenhum indignado comentar isso... Acho que tem pouca gente que viu Soylent Green. Poizé. Eu vi, graças a ao Grande Mestre do Role Playing Game Que Possui A Grande Coleção de Fitas de Vídeo Contendo Filmes Clássicos do Terror e da Ficção Científica. Fui abençoada nessa vida. Pelo menos eu não ia tentar traduzir o nome do pai do Alan Moore como Quaresma da Soja Verde (ou Verde Soja da Quaresma?).
"Isso havia criado uma breve comoção para esclarecimento de suspeitas perturbadoras: Soylent Green é gente."
E olha a nota da tradutora:
"O nome do pai (sic) poderia ser confundido com nome de vegetais por causa de significado de partes do nome: soy, soja e green, verde (lent significa quaresma)."
Ai Jesus, Maria, José! Mas estão ela não sabe que Soylent Green é um filme? Ela não tem Google? Aliás, aliás, aliás, um ca-lás-si-co da ficção científica? Não, pelo jeito ela não sabe. Mas vem cá: ninguém na Conrad leu esse livro antes de publicar? Quedê editor? Quedê?
Pois é que eu procurei no google e não vi nenhum indignado comentar isso... Acho que tem pouca gente que viu Soylent Green. Poizé. Eu vi, graças a ao Grande Mestre do Role Playing Game Que Possui A Grande Coleção de Fitas de Vídeo Contendo Filmes Clássicos do Terror e da Ficção Científica. Fui abençoada nessa vida. Pelo menos eu não ia tentar traduzir o nome do pai do Alan Moore como Quaresma da Soja Verde (ou Verde Soja da Quaresma?).
A teoria do caos por Sharon Caleffi (com colaborações)
Primeiro, entrem nesse link: Reação em cadeia e joguem um pouco. Depois voltem aqui e vejam nossas conclusões:
Já jogou? Mesmo? Não tem graça se você não tiver jogado!
Conclusões, por Sharon Caleffi:
1. A ordem total é a morte.
2. Dois graus de diferença são suficientes para dissipar o caos por toda a população.
3. Grande diferença não proporciona um bom alcance de dissipação.
4. O trabalho para influenciar a mudança é proporcional ao grau atual de diferença entre os indivíduos.
5. Dado um determinado sistema em repouso, onde o movimento de cada indivíduo é reação ao movimento dos indivíduos vizinhos, o movimento do sistema somente poderá ser iniciado por entidades ex-maquina.
Mais conclusões, por cataléptico:
A problemática da organização social é justamente esta. Uma vez alinhavados todos os setores da sociedade produtiva, agentes contrários à ordem atual podem desencadear uma mudança que nem mesmo eles podem prever nem mesmo manejar, de forma que o resultado final é o caos causador de mais caos.
Já jogou? Mesmo? Não tem graça se você não tiver jogado!
Conclusões, por Sharon Caleffi:
1. A ordem total é a morte.
2. Dois graus de diferença são suficientes para dissipar o caos por toda a população.
3. Grande diferença não proporciona um bom alcance de dissipação.
4. O trabalho para influenciar a mudança é proporcional ao grau atual de diferença entre os indivíduos.
5. Dado um determinado sistema em repouso, onde o movimento de cada indivíduo é reação ao movimento dos indivíduos vizinhos, o movimento do sistema somente poderá ser iniciado por entidades ex-maquina.
Mais conclusões, por cataléptico:
A problemática da organização social é justamente esta. Uma vez alinhavados todos os setores da sociedade produtiva, agentes contrários à ordem atual podem desencadear uma mudança que nem mesmo eles podem prever nem mesmo manejar, de forma que o resultado final é o caos causador de mais caos.
A incrível fábrica de estragar músicas
Volta e meia um brasileiro aparece com uma versão 'traduzida' de alguma música pop de sucesso. A melhor é "De música ligeira" do Paralamas, que os toscos do Capital Inicial também versaram numa gramática mais fácil cheia de rimas bobocas. Assim como a coisa que o Capital chamou de música, a grande maioria das versões é péssima, uma adaptação horrível da letra, totalmente fora de contexto. O mais próximo de uma aprovação a que elas chegam é a controvérsia. Tipo Astronauta de mármore do Nenhum de Nós, versão de Starman do David Bowie. Fica no meio. Eu gosto, mas só porque eu sou do sul e de família gaúcha. Eu sei que a tradução é péssima, mas eu gosto. Outras tristezas que me vem rápido na memória são a Sandy e o Júnior copiando o Savage Garden (a música não era boa nem em inglês) e o Dado Dolabella (pecado!) que traduziu "Love Vigilants", do New Ordem, num negócio totalmente sem noção chamado Dado pra você. A tradução e a letra original no Autoban. Uma canção sobre voltar da guerra e encontrar a família virou uma música besta sobre um pilantra que larga a mulher pra viajar (hippie?) e uma idiota que ficou esperando. Se você teve o desprazer de ouvir essas coisas que eles chamam de versões, entende.
Então. Hoje, vindo de ônibus para o trabalho escutei outra! Como numa piada interna de uma pessoa só, estava eu lá sozinha no ônibus vindo para o trabalho, perdida nos pensamentos, quando anunciam a música (aqui os ônibus tem rádio e sintonizam as FMs locais) de uns tais Cleiton e Camargo, "Se é amor não sei". Tomo um susto quando começa a introdução: mas é a música do Top Gun! Lembram de Top Gun? Ah, sim, todo mundo que tinha idade pra ver TV nos anos 80 lembra. e lembram de Take my Breath Away? Quem não lembra ou é muito novo para conhecer clica aí pra ver o clipe da música original.
Eu nem lembrava o nome da música, tive que recorrer ao nosso amado Google. A gente tocava nas festinhas pra ver quem tinha coragem de dar o primeiro beijo. Isso faz muito, muito tempo!!! O divertido desse caso específico, além do fato de copiar uma música, o que atesta a falta completa de capacidade do compositor, é que eles ainda me copiam uma música vencida. E olha como ficou a versão sertaneja. E olhem como ficou o refrão! Impalavrável!!!
Se não fosse trágico...
Ouça as músicas originais no Last FM, é só digitar o nome do artista ou da música. De grátis.
Então. Hoje, vindo de ônibus para o trabalho escutei outra! Como numa piada interna de uma pessoa só, estava eu lá sozinha no ônibus vindo para o trabalho, perdida nos pensamentos, quando anunciam a música (aqui os ônibus tem rádio e sintonizam as FMs locais) de uns tais Cleiton e Camargo, "Se é amor não sei". Tomo um susto quando começa a introdução: mas é a música do Top Gun! Lembram de Top Gun? Ah, sim, todo mundo que tinha idade pra ver TV nos anos 80 lembra. e lembram de Take my Breath Away? Quem não lembra ou é muito novo para conhecer clica aí pra ver o clipe da música original. Eu nem lembrava o nome da música, tive que recorrer ao nosso amado Google. A gente tocava nas festinhas pra ver quem tinha coragem de dar o primeiro beijo. Isso faz muito, muito tempo!!! O divertido desse caso específico, além do fato de copiar uma música, o que atesta a falta completa de capacidade do compositor, é que eles ainda me copiam uma música vencida. E olha como ficou a versão sertaneja. E olhem como ficou o refrão! Impalavrável!!!
Se não fosse trágico...
Ouça as músicas originais no Last FM, é só digitar o nome do artista ou da música. De grátis.
Que nem criança
Às vezes eu me pego cometendo deslizes e me sinto uma criança grande. Ontem mesmo eu resolvi experimentar o Clorets azul, que me disseram que é ótimo. Só que eu estava usando minha reluzente placa de acrílico e já viu a lambança...
Segunda-feira, Novembro 20, 2006
Domingo, Novembro 19, 2006
Nova casa??? Talvez por pouco tempo!
A Quitanda foi pro espaço. vamos ver se começo uma nova.
A vontade não é muito grande, então... tomara que eu consiga a velha de volta!
A vontade não é muito grande, então... tomara que eu consiga a velha de volta!
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